domingo, 21 de julho de 2013

O que você faria...

E o que é preciso ser feito?


Fotos: Site
Tanto tempo longe daqui... por vezes, pensei que queria postar e analisar alguns assuntos e, os posts no blog sempre me ajudam nesse sentido. Mas, esses pensamentos não se concretizaram e isso sempre tem seu por que.

Mas, recentemente, ouvindo a música abaixo, o pensamento fluiu e fluiu bem! Não foi sem seu por que, claro! 
Estava vivenciando situações que já me cutucavam questões a esse respeito.

Com isso, coloquei-me inteira na dedicação de escutar, com alma e olhos, essa música. 

Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria.
Ia manter sua agenda de almoço, hora, apatia ou 

esperar os seus amigos na sua sala vazia?
Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria.
Corria pr'um shooping center ou para uma academia?
Prá se esquecer que não dá tempo, o tempo que já se perdia.
Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria.
Andava pelado na chuva? Corria no meio da rua? 

Entrava de roupa no mar? Trepava sem camisinha?
Meu amor, o que você faria? O que você faria?
Abria a porta do hospício? Trancava da delegacia?
Dinamitava o meu carro, parava o tráfego e ria?

(Detalhe: Não sei se a música é do Lenine, com o nome de O Que Você Faria 
ou se é do Paulinho Moska, com o nome O Último Dia. Fonte: Letras)

Me diz, meu amor? O que você faria se, ao olhar aquela cena, soubesse que só te resta esse dia?
Você discutiria com a mesma ênfase, mesmo rancor, com a mesma raiva? Você agiria da mesma forma?
Se eu te dissesse que você só tem mais essa chance de ser fotografado com essa pessoa especial, você se preocuparia tanto assim com seu cabelo ou com a ausência do seu batom? Com a luz, com a roupa? Ou capricharia no abraço, sentiria aquele momento de forma especial como se fosse único?

Deixa eu te falar aqui no meio: aquele momento É único!!

Me diz, meu amor? O que você faria se eu te dissesse que essa é a sua última tarde com essas pessoas. Amanhã, quando você quiser, já não estarãos mais aqui. Isso aqui, já não mais existirá. Restará só saudade. Me diga: O que você faria? Questão de postar no Feici onde você está, com quem você está, e a foto do momento, ou se deixaria envolver pelas pessoas, pelas piadinhas possivelmente sem graça e das quais você não entende nem o princípio, pelos cheiros, barulhos, por aquilo que você sempre vê e já sabe e por aquilo que você nunca vê e não sabia ainda?

E me diga ainda, o que você faria se soubesse que aquilo que você guarda, de forma tão velada e preciosa, teria hoje como a última chance de ser revelado. O que você faria? Diria? Guardaria?


E depois? O que nos resta? O que nos sobra? Só a saudade? O arrependimento? A mágoa? A vontade de pedir desculpas mas pouca condição de dizer, de assumir, de encarar? Sobra a foto e falta a pessoa? Falta o momento? Falta o abraço? Sobra sensações de vazio...


O que você faria se pudesse repensar isso tudo? Essas relações superficiais ou levadas demais à forra?

Onde você mora é melhor, a árvore é mais florida, o trânsito é mais pesado, seu óculos são mais leves, seu salário é mais alto, você lucrou mais, pagou mais barato, chegou mais cedo, se deu melhor, entrou primeiro, pegou a melhor vaga, furou o semáforo, sofreu menos, chorou mais, sentiu muito... E daí? E daí??

O que, de fato, importa? O que, de fato, é mais valioso?

Onde foi que instalamos essa competição entre nós? Porque deixamos de relatar com função nele (relato) mesmo, e passamos a competir com nossos amigos, familiares, com a nossa sombra? Se onde você mora é melhor, que ótimo! Ficarei feliz junto com você e por você. Se a situação foi melhor para você, que maravilha. Vamos contempla-la juntos. Mas, não estamos competindo!!

O que falaria mais alto?

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar para pensar, na verdade, não há! É preciso viver o hoje como se não houvesse mais condição de fazer diferente. Porque, na verdade, não há. É preciso viver esse momento com o foco nas relações. Estamos sofrendo por solidões e por estarmos distantes, estando próximos.

Se aproxime do que é seu. Se aproxime de forma inteira.






  







E se só te restasse esse dia, ao final dele, você teria a sensação de que viveu como se ele fosse mesmo o último?

Pensando...

Um comentário:

  1. Excelentes reflexões, Tia Dedéa! Vim tarde, mas em boa hora...
    Bjs

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