Como tratar essa inquietude?
Como entender esse processo, reconhece-lo, respeita-lo e torna-lo em algo produtivo?
Eu quero é falar ao mundo que o que se passa aqui dentro do meu peito é... ...?
Eu posso dizer aos quatro cantos que isso é ... ...?
Eu quero dizer ao sol e à lua que a emoção não se resume e é intensa. Intensa sim e que também é...
Na ausência dessas definições e sobrando sentimentos, preciso parar um pouco. Me deixe conversar com essa estranha, ora íntima, ora distante imagem refletida em meu espelho, que se dispõe à minha frente, clara, ou difusa...
São momentos novos, mudanças que batem à porta, certezas que se colocam incertas.
O que fazer, o que falar, para onde ir, aonde ficar, como reagir.
Uma música permeia esse momento:
"Há que se cuidar do broto para que a vida nos dê flor e fruto!"
E vamos seguindo em frente, pois o que sinto faz parte. Mas, não impede. Certo?
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Voar!
Ontem, assistindo andorinhas fazendo uma verdadeira festa no final da tarde de domingo percebi que as minha ideias, meus pensamentos estavam precisando um pouco daquilo.
Precisando da farra, de voar e fazer voltas no ar, de encontrar outros pensamentos na mesma direção ou não. E também dessa sensação de voar livre e voltar, se preciso for.
A sensação é de que, algumas normas precisam se jogar nesse vento e rever suas direções!
Vou pro Sul? Vou para o Norte?
Vou e volto?
E o que sinto? Altera? Impede? Só faz parte?
Questões...
Vou abrir a porta da gaiola!
Precisando da farra, de voar e fazer voltas no ar, de encontrar outros pensamentos na mesma direção ou não. E também dessa sensação de voar livre e voltar, se preciso for.
A sensação é de que, algumas normas precisam se jogar nesse vento e rever suas direções!
Vou pro Sul? Vou para o Norte?
Vou e volto?
E o que sinto? Altera? Impede? Só faz parte?
Questões...
Vou abrir a porta da gaiola!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pode ser a gota d'água!
| Foto by Juvs |
Gota d'água
Chico Buarque
Já lhe dei meu corpo, minha alegria.
Já estanquei meu sangue quando fervia.
Olha a voz que me resta, olha a veia que salta, olha a gota que falta pro desfecho da festa.
Por favor...
Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa!
E qualquer desatenção, faça não. Pode ser a gota d'água...
Palavras recitadas de um coração aflito. Não falo do meu. Só cito o que ouvi.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Por que metade de mim ainda está em construção...
Metade
| Arquivo pessoal. |
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor. Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância. Por que metade de mim é a lembrança do que fui. A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer. Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor...
...
E a outra metade, também!
Composição: Oswaldo Montenegro
Tags:
Amor. Saudade. Metade.
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