quinta-feira, 14 de abril de 2011

Decida-se por você!

Acervo pessoal


Um repórter perguntou à CORA CORALINA o que é viver bem?
Ela disse-lhe:
- Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.  E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e  isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de  mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço,  com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

"Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o DECIDIR."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mudança!

Toda célula do corpo humano se regenera. Em média, a cada 7 anos. Como cobras. Da nossa maneira nós mudamos de pele. Biologicamente, somos novas pessoas. Podemos parecer as mesmas. Provavelmente somos. A mudança não é visível. Pelo menos, não para a maioria. Mas todos mudamos. Completamente. Para sempre.
Foto: Arquivo pessoal.

[...]
Quando dizemos coisas como: as pessoas não mudam, deixamos os cientistas loucos. Porque a mudança é literalmente a única constante da ciência. Energia. Matéria. Estão sempre mudando. Transformando-se... Fundindo-se... Crescendo... morrendo. O modo como as pessoas tentam não mudar que não é natural: como queremos que as coisas voltem a ser o que eram, em vez de as aceitarmos como são; como nos prendemos a velhas memórias, em vez de criarmos novas; o modo como insistimos em acreditar, apesar de todas as provas contrárias, de que algo nessa vida é permanente. A mudança é constante. Como experimentamos a mudança... depende de nós. Pode parecer como a morte ou uma segunda chance. Se relaxarmos os dedos... Nos desapegar... Irmos em frente... Pode ser adrenalina pura. Como se a qualquer momento tivéssemos uma nova chance. Como se a qualquer momento... Pudéssemos nascer de novo”
Grey´s Anatomy

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em que tempo você está?


TUDO TEM SEU TEMPO... 

Foto: Clipart
Há tempo de nascer e tempo de morrer;
Tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou;
Tempo de adoecer e tempo de curar;
Tempo de derrubar e tempo de edificar;
Há tempo de chorar e tempo de rir;
Tempo de prantear e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
Tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar e tempo de perder;
Tempo de guardar e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar e tempo de coser;
Tempo de estar calado e tempo de falar;
Há tempo de amar e tempo de odiar;
Tempo de guerra e tempo de paz. 

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." 

Aproveite o seu tempo!!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sombra

Quem se anula e vira "sombra" de seu par 
pode acabar por perdê-lo.
Totalmente ofuscadas pelo brilho de seu amado ou de sua amada ou mesmo por receio de serem abandonadas, algumas pessoas simplesmente deixam de lado os próprios gostos e assumem as preferências e os projetos da cara-metade. Perdem, enfim, a individualidade. Tal comportamento, em vez de inspirar amor, desperta desprezo e raiva, comprometendo a relação.
por Luisa Mascarenhas*

Há uma clássica dinâmica amorosa que me intriga. Trata-se dos casais em que um se torna a "sombra" do outro, abandonando a própria vida e passando a viver a do parceiro. Sombra é aquele homem ou aquela mulher que, numa união, não expressa seus desejos e passa a identificar os desejos do outro como seus, delegando ao parceiro a missão de viver e se ausentando de tudo que não diga respeito à parceria amorosa. Não sabe mais do que gosta, não resolve nada antes de consultar aquele que tem a liderança do casal. A sua religião muitas vezes passa a ser a do outro, seu time, seu gosto musical, suas preferências, tudo é adaptado de acordo com o universo daquele a quem dedica seu amor. A sombra pode afastar-se até de seu núcleo familiar, fechando-se em seu mundo dual.
Mas nem sempre esse formato de relação implica que o parceiro seja autoritário, opressor ou uma figura dominante no sentido negativo. A figura da sombra pode, portanto, ser par de alguém que considera cativante, carismático, cheio de energia e brilho, o que pode levá-la a sentir-se inferior e insegura. Algo nessa dinâmica deixa a sombra fascinada pelo outro que tem ao lado e esvaziada de seu amor por si mesma.
Nem toda sombra, porém, passou a vida na escuridão. Existem muitos casos de pessoas que antes eram luminosas, repletas de vida e de desejo. Como é possível, então, abrir mão de sua energia vital e passar a ser uma extensão escura de um outro alguém?
Cada sombra tem uma forma única e uma história singular. Porém, ao colocar-se num lugar remetido permanentemente a um outro, parece querer se esconder ou evitar algo. É provável que tema ver expostas ao mundo (e a si mesma) suas falhas e fraquezas, tão pesadas e devastadoras sob seu olhar. Também pode estar aterrorizada pelo medo de perder o amor do parceiro, ou talvez oprimida por seu brilho.
Seguir os passos do outro e abdicar da própria identidade não pode ser confundido com amor ou doação. É, sim, uma forma de parasitar a energia alheia e de terceirizar a responsabilidade pela própria experiência e felicidade. Por isso, após certo tempo, a sombra torna-se um fardo e deixa de inspirar sentimentos ternos e sensuais, passando, ao invés disso, a despertar ressentimento, raiva e desprezo.
Se assumir o papel de sombra é assim tão catastrófico, como sair disso? O ideal é proteger-se dessa possibilidade logo que os primeiros sinais apareçam, buscando preservar e cultivar seus afetos, sua identidade, seu tempo e espaço. Aqueles que se tornam apenas uma plateia para seu parceiro estão em perigo. Em algum momento, aquele que está nos holofotes vai se cansar de se apresentar sempre para o mesmo público e vai partir para novos desafios. Aí, quem está assistindo, torna-se uma triste plateia sem espetáculo, esperando que o astro retorne ou outro resolva se apresentar e salvar sua noite. Sugiro evitar chegar neste ponto. Para os que já se encontram nele, minha sugestão é: levante-se da poltrona, saia do teatro e vá para a praia. Num dia iluminado, você vai encontrar um monte de gente como você, que já esteve na escuridão, mas preferiu sair em busca do sol. Um dia ensolarado faz você perceber que ninguém é assim tão perfeito, que você não é tão imperfeito e que a vida pode ser bela.
*Luisa Mascarenhas é psicóloga clínica no Rio de Janeiro e uma das organizadoras do livro Faces do Amor - Escolhas, Desejos e Outras Inquietudes (Editora Guarda-Chuva)