quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sensibilidade alta: Isso é bom ou ruim?


Tenho tido motivos para me questionar e para ser questionada sobre esse tema:
Sensibilidade alta: Isso é bom ou ruim?


É sensibilidade demais ou na medida?
Em alguns momentos vejo que a sensibilidade desenvolvida, a observação apurada nos possibilita boas colocações e bons pontos de vista.
Em outros momentos vejo que essa mesma capacidade de observar além do que está no primeiro plano, ser sensível para ver o que está por trás do aparente, por trás do sintoma, na raiz do que se vê pode não ser ASSIM tão bom. Percebo que, sensível demais, me irrito ou frustro com maior probabilidade.
Podemos então traçar uma comparação? Quanto mais sensível mais suscetível à frustração, à cobrança, à irritação?


Pensando... vendo...

E você? O que acha?


Sensibilidade demais
Por Martha Medeiros

Na hora de listar as qualidades que a gente quer encontrar nas pessoas com quem iremos nos relacionar vida afora, está lá a indefectível “sensibilidade”.
A gente quer que o patrão seja sensível e não um grosso. A gente quer que nossa amiga seja sensível e não um trator. A gente quer - e como quer! - que nosso namorado seja sensível e não um machista brucutu.
Encontrar sensibilidade nos outros é meio-caminho andado para o entendimento. E sermos, nós mesmos, sensíveis, também é um filtro bem-vindo, é a sensibilidade que permite nossa comoção diante de um quadro, de uma música, de um amor que nos arrebata ou de uma perda irreversível.
Mas admito que sinto uma certa inveja daquelas pessoas que são sensíveis mas não se tornam vítimas da própria emoção. Porque sensibilidade demais esgota a gente.Tem horas em que o filtro não filtra coisa nenhuma: permite que a gente seja atingido profundamente por coisas que mereceriam menos entrega. Cultivamos mágoas por coisas que nos aconteceram 15 anos atrás, remoemos culpas que já foram mais que perdoadas e esquecidas, temos nosso sistema nervoso totalmente abalado porque alguém compreendeu mal nossas palavras, sofremos por questões insolúveis, sofremos, sofremos, e sofrer dá uma senhora consistência à nossa vida, mas como cansa.
Às vezes me farto dos ideais que persigo e que, por serem ideais, nunca se concretizarão plenamente. A vida é defeituosa, imprevisível, nada é exatamente como a gente gostaria que fosse - e sensibilidade é algo que faz a gente aceitar isso e ser feliz do mesmo jeito. Já sensibilidade demais dá nos nervos e fatiga à toa. Uma certa frieza nos faz andar mais rápido, não nos retém.
Como se mede, se pesa, se percebe a sensibilidade suficiente e a sensibilidade excessiva? No quanto ela joga a nosso favor ou contra. Sensibilidade suficiente refina você, lhe dá um foco na vida. Já a sensibilidade excessiva faz de você protagonista de um dramalhão mexicano. Temos escolha? Não se escolhe, é o que se é. Os que são sensíveis na medida aproveitam a vida sem duras cobranças internas. Já a turma dos excessivos pega canetas, câmeras, pincéis, sapatilhas, instrumentos, e transforma o excesso em arte. Ou faz besteiras. Cada um encontra onde colocar sua sensibilidade, uns com leveza, outros com fartão de si mesmos. Os únicos que seguem não entendendo nada são os insensíveis.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Problema x foco x solução?


Muito, mas muito tempo mesmo sem aparecer por aqui.

Tenho sentido a necessidade e a vontade de escrever o que penso e o que sinto, além do que vejo.

Ora sobre casos clínicos, ora sobre sentimentos, pensamentos...

Hoje recebi esse texto abaixo por email. Fiquei me questionando se a verdade para ali, onde o texto afirma.

Será que deveríamos mesmo cortar os pés de nossos problemas ou deveríamos tentar mesmo resolve-los?

Será que, para resolver um problema, é necessário ver além da coisa vista, ou ficamos criando problemas quando nos comportamos assim?

Penso que não é tão simples quanto cortar os pés da cama. Se levarmos a discussão para as vias de o que instalou e o que manteve, nossa conversa vai longe.

E você? O que pensa a respeito?



PROBLEMA x FOCO



Um paciente vai num consultório psicológico e diz pro doutor:
- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante dois anos. Diz o psicólogo. - Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- 120 reais por sessão - responde o psicólogo.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? pergunta o psicólogo.
- A 120 reais a consulta, três vezes por semana, dois anos, ia ficar caro demais, ai um sujeito num bar me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? pergunta o psicólogo.
O sujeito responde:
- Por 10 reais ele cortou os pés da cama.

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!

HÁ GRANDE DIFERENÇA ENTRE FOCO NO PROBLEMA E FOCO NA SOLUÇÃO!

Quer obter sucesso? Foque uma solução ao invés de ficar pensando no problema
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sábado, 22 de novembro de 2008

Frustração...

Foto: Acervo pessoal
As maneiras de lidar com uma frustração quando você "se dá mal" na vida.
Você tem dias em que nada parece dar certo? Por que você eventualmente se frustra?
Mas por que há frustração?
Por que temos tal sentimento no nosso peito? Certamente que não é agradável. Portanto, qual o propósito para uma frustração?
A frustração é – e todos sabem na vida prática – uma expectativa que não foi preenchida, correspondida. Uma pequena coisa dá errado e isso basta para que você sinta o fracasso mais próximo...
Você está comendo, ou andando, dentro de um ônibus… E aí vem a terrível lembrança de algo que não deu certo. Sua frustração vira sentimento de derrota e fracasso e começa a massacrar você.
Aí vai uma dica: as coisas, os tais problemas são eventos externos e as emoções são internas. E os eventos externos apenas afetam nosso mundo interior se permitirmos.
Mas o porquê muitas vezes nós sofremos frustrações é bastante lógico. É o nível de expectativa e de exigência que está maior do que a realidade, não??
Não importa qual seja a causa ou o efeito da frustração. Aí está a excelente oportunidade de mudar a relação com a expectativa e conseqüentemente, com a frustração!

BORBOLETAS
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... Nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... Não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
Foto: Acervo pessoal

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.


Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.


Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.


Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.


Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...


Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.


O essencial faz a vida valer a pena.

Basta o essencial!